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sexta-feira, 22 de abril de 2011

As vésperas da turnê de despedida, KK Downing deixa Judas Priest

Tão logo a lenda do heavy metal mundial, Judas Priest, anunciou as datas da turnê no Brasil, foi divulgado a saída do guitarrista e membro fundador da banda, KK Downing. O anúncio foi feito pelo grupo através de um comunicado em seu site oficial. A banda se preparava para sua última turnê mundial, batizada como Epitah Tour, na qual irá tocar uma música de cada um de seus 15 álbuns de estúdio e incrementar o set com mais alguns clássicos.

A notícia da saída de KK deixou os fãs atônitos. Embora, o Priest já possua um substituto para a turnê, Richie Faulkner, que tocou com a banda de Lauren Harris, filha do baixista do Iron Maiden, Steve Harris, a receptividade a mudança é uma incógnita.

Em entrevista para a revista Rock Hard o vocalista Rob Halford, que ficou afastado do grupo entre 1992 e 2004, disse que a decisão de KK foi tomada antes do Natal e que a banda já estava ciente de sua saída. “Pessoalmente, achei que seria o fim definitivo. Emocionalmente, tem sido muito difícil para mim. Glenn Tipton (outro guitarrista) foi o primeiro a mandar um e-mail para ele dizendo: ‘Ken, espero que esteja bem. Se precisar de algo, me avise’. Deixamos a porta aberta caso ele mudasse de idéia, mas o tempo foi passando”, explicou Rob.

Sobre a entrada de um novo guitarrista, Rob declarou: “K.K. nunca poderá ser substituído, ele é único, não queríamos uma mera cópia. Richie Faulkner foi fazer uma jam na casa de Glenn, que me contou que ele era brilhante”.

Richie Faulkner, o encarregado de "substituir" KK no Priest
Após a banda tornar público a saída de seu lendário guitarrista, o próprio, também através de comunicado oficial, tratou de tentar justificar sua decisão e desmentindo os boatos de que ele estaria passando por problemas de saúde:

“Queridos amigos Lamento informar que não estarei com vocês neste verão. Obrigado a todos pela preocupação com minha saúde. Podem ficar tranqüilos, estou bem. Houve um problema de comunicação na relação minha com os outros membros da banda e os empresários. Sendo assim, optei por sair ao invés de excursionar cheio de sentimentos negativos, o que causaria uma decepção em vocês, nossos amados fãs. De qualquer forma, peço que apóiem o Priest. Não tenho dúvida que será um show imperdível. Todo amor e respeito”.

A Epitah Tour começa em junho. Em setembro a banda vem ao Brasil para quatro shows juntamente do Whitesnake: São Paulo (10), Rio de Janeiro (11), Belo Horizonte (13) e Brasília (14).

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Blaze: o sortudo que cantou no Iron Maiden

Blaze ao vivo, apaixonado e respirando heavy metal 24h por dia

O próprio Blaze Bayley se diz um cara de sorte por ter sido escolhido para entrar no Iron Maiden. Está certo. Muitos tentaram o posto, depois da saída de Bruce Dickinson em 1993. Blaze não é um vocalista tão técnico e visceral quanto Bruce. Está longe disso. É, como ele mesmo se define: “mais para emoção e paixão da canção”. Sangue e suor, diz ele.

Quando deixou o Maiden após a turnê sul-americana do disco Virtual XI em 1998, Blaze não se deixou derrotar pelas críticas. Por mais esforçado que fosse, o ex-Wolsbane nunca conseguira fazer um show sem escorregar em alguns dos clássicos da Donzela: “The Evil That Men Do”, “The Trooper”, “Hallowed By Thy Name”, entre outras. A entrada de Blaze foi uma aposta de Steve Harris e cia. Não deu certo, embora, The X Factor (1995) seja um disco recheado de grandes momentos.

À época em que anunciou dar início a carreira solo, Blaze exigiu músicos que respirassem heavy metal. O inusitado critério vinha transbordado de uma paixão pelo estilo, vista com cada vez mais raridade nos últimos shows que fez com o Maiden. O vocalista, uma vez mais, estava certo. Acertou a mão na hora de recrutar sua banda e com o lançamento do excelente Silicon Messiah iniciou uma carreira solo, até superior a de Bruce Dickinson fora da “donzela” e inegavelmente melhor que a de Paul Dianno, primeiro cantor do grupo inglês.

Iron Maiden em 1995 na época do lançamento de X Factor
A sombra da sonoridade de sua ex-banda permanecia em alguns riffs e solos, porém, o peso era outro, Blaze era outro. Mais solto, pôde, enfim, mostrar todo seu talento para o mundo. Ouça “Evolution”, “Ghost in the Machine” (um pecado não ser mais tocada ao vivo) e “Born as a Stranger” (a mais maideniana de todas). Superior ao que fez com o Maiden, logo na estreia. Empolgado com a boa repercussão, o cantor continuou a saga de bons lançamentos: The Tenth Dimension, último a flertar descaradamente com o Maiden, principalmente de Virtual XI; e Blood and Belief, um petardo, que se mostrou um divisor de águas na carreira da banda de Blaze. Mais pesado era o aperitivo do que viria na sequência.

Vieram disco e DVD ao vivo e seu melhor lançamento até hoje: The Man Who Would Not Die. Heavy Metal em sua essência. Riffs cavalgados, bases pesadas, refrãos grudentos. E shows. Por todo canto. Nos lugares mais inóspitos. Uma ode ao hevy metal. Com direito a versões apimentadas de algumas das canções que gravou com o Maiden, com destaque para as primorosas “Man on the Edge” e “The Clansman”.

Promovendo seu mais recente disco de inéditas, Promise and Terror, Blaze cumpre agenda de 9 shows no Brasil, incluindo passagem por Porto Alegre no domingo, 23 de janeiro, no Beco. Apostando cada vez mais no repertório da carreira solo, o set, se seguir o que vem sendo apresentado se pautará nos dois últimos de estúdio, com alguns acréscimos de algumas das canções que gravou em seus três primeiros discos e, claro, Iron Maiden. Blaze quer reconhecimento pelo que vem produzindo pós Maiden e não ficar marcado, como Paul, pelos três anos que segurou os microfones da maior banda de metal de todos os tempos. Está certo, mais uma vez.

Datas que restam na turnê de Blaze no Brasil
21/01  Blaze Bayley            São Paulo - SP
22/01  Blaze Bayley            Catanduva - SP
23/01  Blaze Bayley            Porto Alegre - RS
26/01  Blaze Bayley            Curitiba - PR

Set list do show em Goiânia, dia 19 de Janeiro
Blackmailer
Smile Back at Death
Faceless
Waiting For My Life to Begin
City of Bones
Voices From the Past
Surrounded by Sadness
The Trace of Things That Have No Words
Letting Go of the World
Comfortable in Darkness
Futureal
The Launch
Blood and Belief
God of Speed
The Clansman
The Brave
Samurai
The Man Who Would Not Die
Robot
The Tenth Dimension
Man On The Edge

Aumenta o volume:
Blaze “Futureal” ao vivo na Polônia

A obra prima de Blaze Bayley

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Matanza: “Não conseguimos ir em outra direção, e isso é muito bom pra nós”

Segundo Jimmy uma das novas lembra Green Day. Disco novo sai em março.

 Após cinco anos de seu último disco de inéditas, os cariocas do Matanza preparam-se para lançar seu quarto álbum, Odiosa Natureza Humana, em março. Em entrevista para o site Rock em Geral, o vocalista Jimmy London revela que por mais que a banda tente incorporar elementos diferentes a sua música o jeitão “matanza” de tocar prevalece. “Não conseguimos ir em outra direção, e isso é muito bom pra nós”, conta.

“O Matanza proíbe a que se faça qualquer tipo de viadagem, fique inventando merda. Quando funciona, funciona e acabou. É o tipo de banda que é maior do que nós. Quando a musica rola temos a certeza absoluta de que é aquilo. Alguém bota pilha: “Pô, eu tinha uma ideia de uma situação muito doida, tipo uma levada AC/DC que a gente adora”. Nós tentamos, mas não adianta, quando joga no jeito Matanza de tocar, no “tupá tupá”, funciona”.

O recorrente mau humor, tão bem vindo nas letras da banda está mantido, garante Jimmy. Faz parta da identidade da banda e, no fundo, é exatamente isto que os fãs esperam ouvir quando colocarem o novo play para tocar. “É muito mais difícil manter os temas e conseguir fazer música nova que seja pertinente. O desafio é exatamente esse: continuar fazendo o que a gente sempre fez e conseguir fazer uma parada diferente”, revela.

Sobre as novas Jimmy faz uma curiosa revelação: há uma música que lembra o Green Day. “Eu gosto muito, acho a letra muito boa, fiquei amarradão”, diz o vocalista sobre a tal faixa com influência da banda de Bily Joe. Entre os títulos das novas desgraceiras musicais sob o selo Matanza de qualidade: Remédios demais, faixa de abertura; Menor Paciência, Melhor Sem Você, a que lembra Green Day; Carvão, Enxofre e Salitre; Saco Cheio e Mau Humor e a faixa-título, Odiosa Natureza Humana.

Após o show de lançamento do novo cd marcado para 19 de março no Kazebre de São Paulo a banda embarca em uma série de shows pelo país. No Rio Grande do Sul estão agendados duas apresentações. Uma em Igrejinha, interior do estado e outra na capital, Porto Alegre, no dia 15 de maio. Sobre o repertório do novo show, Jimmy avisa, o show vai ser o mesmo para toda turnê, “o mesmo set list e acabou”. No momento a banda ensaia o novo show já com o material do novo cd. É esperar e no final, cantar de copo em punho: “Nós estamos todos bêbados, bêbados de cair, e todos que não estiverem bêbados, dêem o fora daqui”.

Aumente o volume:
Matanza “Estamos todos bêbados”, com imagens do seriado mexicano Chapolin

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Divulgada capa de “Blind Ride”, terceiro disco do Hibria

A banda gaúcha de heavy metal Hibria divulgou a arte de capa de seu terceiro disco, “Blind Ride”, com lançamento previsto no mercado japonês para o próximo 26 de janeiro pela King Records. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

O novo trabalho do grupo terá 11 músicas e marca a estréia do baixista Benhur Lima. Os outros integrantes do Hibria são Iuri Sanson (voz), Abel Camargo (guitarra), Diego Kasper (guitarra) e Eduardo Baldo (bateria).

Segundo Kasper o novo disco será o mais intenso e violento da carreira da banda. “Além de manter a velocidade, arranjos densos e linhas melódicas do Heavy Metal que tocamos até agora, nós deixamos que influências de Thrash e Progressivo permeassem nossa música. Mal podemos esperar para ouvir a reação do nosso público ao vivo e através da web”, disse.

Confira o tracklist completo de “Blind Ride”

Blind Ride, 3º disco do Hibria
01. Blind Ride (intro)
02. Nonconforming Minds
03. Welcome To The Horror Show
04. Shoot Me Down
05. Blinded By Faith
06. The Shelter's On Fire
07. Beyond Regrets Of The Past
08. I Feel No Bliss
09. Sight Of Blindness
10. Tough Is The Way
11. Rotten Souls


Levanta o volume:
Hibria: “Tiger Punch”, clipe oficial